“Estamos em situação preocupante”, diz presidente do CRM-PB sobre a ocupação de 70% dos leitos de UTI

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Por meios das redes sociais do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), o presidente do conselho, Roberto Magliano, alertou para a alta de ocupação dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com covid-19, em quatro de cinco hospitais da Grande João Pessoa, avaliados pelo conselho, nos quais a ocupação está ocupação acima de 70%.

Segundo os dados do CRM, nestes hospitais entre os dias 10 e 13 passados, estão com ocupação acima de 70% dos leitos das UTI para pacientes com covid-19. No Hospital Universitário Lauro Wanderley, a ocupação dos leitos chega aos 100%; o Complexo Hospitalar Clementino Fraga registra 80%; o Hospital da Unimed, também 80%; e o Hospital Metropolitano apresenta 70% dos leitos ocupados.

Apenas o Hospital Santa Isabel apresentava taxa menor, com a ocupação da UTI em 23%. No final de semana passado, equipes do CRM-PB estiveram também nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de João Pessoa – Oceania, Cruz das armas, Bancários e Valentina – e constataram que estão faltando testes para diagnóstico da covid-19, o que pode gerar uma subnotificação da doença.

“Além de observarmos uma grande ocupação dos leitos de enfermaria e UTIs destes quatro hospitais, constatamos também que aumentou o número de atendimentos nas UPAs de João Pessoa e diminuiu o número de testes diagnósticos, o que leva a uma subnotificação da doença. Vimos que nas UPAs houve um aumento do número de pacientes com síndromes gripais, mas muitos estão voltando para casa sem fazer o exame para covid”, disse o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais.

Falta de isolamento – Roberto Magliano ainda acrescentou que, conforme foi observado pelas equipes do Conselho, há pacientes com sintomatologia viral que estão sendo internados em hospitais de retaguarda, sem nenhuma confirmação de covid-19 e sem estarem isolados dos pacientes com outras doenças. “A Regulação Municipal vem dificultando as internações de pacientes que não possuem covid. Estamos diante de uma situação muito preocupante”, afirmou o presidente do CRM.